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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Sob a Sombra do Terror - Jean Sasson


O livro Sob a Sombra do Terror escrito por Jean Sasson são depoimentos da primeira esposa e do quarto filho do terrorista Osama Bin Laden sobre suas vidas antes do atentado às Torres de 11 de setembro de 2011.

Najwa descreve o isolamento que ela e as demais esposas e seus respectivos filhos viviam em função de Bin Laden. Najwa Ghanem deixou a Síria para casar-se com o tímido Osama, seu amigo e primo de primeiro grau. Tudo que ela queria é construir sua família, ter uma casa grande, bonita e bem decorada.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Quarto de despejo - Carolina Maria de Jesus




O quarto de despejo, da escritora Carolina Maria de Jesus, foi escrito com base nos registros de seu diário de 1955 a 1959.

Carolina Maria de Jesus, que já foi apresentada no Blog neste post, foi encontrada pelo Jornalista Audálio Dantas, quando o mesmo cobria uma matéria na hoje extinta, favela do Canindé.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Vinícius de Morais - A Arca de Noé



Sete em cores, de repente
O arco-íris se desata
Na água límpida e contente
Do ribeirinho da mata.

O sol, ao véu transparente
Da chuva de ouro e de prata
Resplandece resplendente
No céu, no chão, na cascata.

E abre-se a porta da Arca
De par em par: surgem francas
A alegria e as barbas brancas
Do prudente patriarca

Noé, o inventor da uva
E que, por justo e temente
Jeová, clementemente
Salvou da praga da chuva.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Paul Verlaine – Arte Poética


O francês Verlaine (1884-1896) nasceu em Metz e estudou em Paris. Sua biografia é considerada “atribulada e escandalosa”.

Arte Poética ou no original “Art poétique” de Verlaine escrito em 1874 e publicado pela primeira vez em novembro de 1882 marcou o início do Simbolismo.

Vem para superar o parnasianismo com características que já dava a direção do simbolismo como o pessimismo decadentista.


ARTE POÉTICA

Antes de qualquer coisa, música
e, para isso, prefere o impar
mais vago e mais solúvel no ar,
sem nada que pese ou que pouse.

É preciso também que não vás nunca
escolher tuas palavras sem ambiguidade:
nada mais caro que a canção cinzenta
onde o Indeciso se junta ao Preciso.

São belos os olhos dos véus,
é o grande dia trêmulo de meio-dia,
é através do céu morno de outono,
o azul desordenado das claras estrelas!

Porque nós ainda queremos o Matiz,
nada de Cor, nada a não ser o Matiz!
Oh! o matiz único que liga
o sonho ao sonho e a flauta a trompa.

Foge para longe da Piada assassina,
do espírito cruel e do Riso impuro
que fazem chorar os olhos do Azul
e todo esse alho de baixa cozinha!

Toma a eloquência e torce-lhe o pescoço!
Tu farás bem, já que começaste,
em tornar a rima um pouco razoável.
Se não a vigiarmos, até onde ela irá?

Oh! quem dirá os malefícios da Rima?
Que criança surda ou que negro louco
nos forjou está joia barata
que soa oca e falsa sob a lima?

Ainda e sempre, música!
Que teu verso seja a coisa volátil
que se sente fugir de uma alma em voo
para outros céus e para outras paixões.

Que teu verso seja bom acontecimento
esparso no vento crispado da manhã
que vai florindo a hortelã e o timo....
E tudo o mais é só literatura.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Vidas Secas - Graciliano Ramos

Vidas Secas é o quarto livro do escritor Brasileiro, Graciliano Ramos, escrito em 1938.
Graciliano Ramos de Oliveira (Quebrangulo, Alagoas  27 de outubro de 1892 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1953) foi um romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro do século XX.
Deixemos que o próprio Graciliano Ramos fale sobre o que ele pensava de si aos 56 anos.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis


“Ao Verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas Memórias Póstumas

 Assim se inicia Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis que conta a história de Brás Cubas descrita por ele mesmo depois de morto. A obra de Machado de Assis é um marco inaugural do Realismo no Brasil e apresenta uma riqueza de detalhes nas descrições dos personagens, das suas emoções e do seu psicológico.

O livro é narrado em primeira pessoa. O narrador se intitula defunto-autor porque conta a sua história após a sua morte e não antes dela. Brás Cubas expõe suas opniões sobre as hipocrisias da sociedade.

Além de apresentar as características básicas do Realismo como críticas à sociedade, descrição detalhada das cenas e dos personagens, Machado chama a atenção do leitor com diálogos entre autor e o leitor que muitas vezes tem um tom de provocação. Durante todo o livro são feitas citações e referências às obras Clássicas.

A história começa com Brás Cubas descrevendo seu velório. Poucas pessoas foram ao seu enterro e chuvia muito.

Brás Cubas morreu aos 64 anos vítima de pneumonia. Enquanto estava com a “ideia fixa” de criar um remédio milagroso que, segundo o autor curaria a melancolia da sociedade e que ele iria ser lembrado eternamente. Morreu solteiro e rico pensando ser afortunado por nunca ter precisado trabalhar para ser sustentar.

Voltando no tempo, Brás Cubas descreve seu nascimento e sua infância, passando pela sua estadia em Lisboa e suas viagens pela Europa. Na sua juventude teve amores: Marcela, que amava presentes caros; Eugênia, que era bonita, mas coxa e Virgília que fora seu maior amor e era casada.

Quando a mãe de Brás Cubas morreu, seu pai quis que ele se casasse e se tornasse deputado. Brás Cubas conheceu Virgília. Mas Virgília escolheeu se casar com Lobo Neves o que irritou profundamente o pai de Brás Cubas que morreu logo após o episódio.

Após muitos anos Virgília e Brás Cubas se reencontram e percebem que ainda estão apaixonados e se tornam amantes. Lobo Neves nunca desconfiou da traição do casal. Virgília foi a única mulher que acompanhou sua morte e seu velório.


 A crítica da sociedade deste livro é feita de dentro da própria burguesia e ao mesmo tempo de uma pessoa que já não faz parte da sociedade, pois está morta. Morto Brás Cubas agora vê as coisas por outro ângulo e consegue ver as hipocrisias da sociedade e fazer críticas sinceras, pois na sua condição de morto não há porque esconder as situações.


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Entrevista com o Vampiro - Interview With The Vampire

Entrevista com o Vampiro (Interview With The Vampire), é o primeiro livro publicado pela autora Norte-americana, Anne Rice.

Howard Allen O'Brien, ou Anne Rice, nasceu em 4 de outubro de 1941 em New Orleans, Louisiana e é formada em Artes Inglesas e escrita Criativa pela Universidade do Estado de São Francisco, além de ser graduada em ciências políticas. Anne Rice casou-se com o poeta Stan Rice no dia 14 de outubro de 1961.

O livro Entrevista com o Vampiro (Interview With The Vampire) foi publicado em 1976, quatro anos depois de ter perdido sua filha, Michele Rice (1966-1972). Conforme relatos, o marido de Anne Rice, que já era poeta, aconselhou a esposa a abandonar o emprego de garçonete e dedicar-se a escrever. Em espírito de luto pela sua filha, Anne Rice escreveu o livro em uma semana.
O Livro é uma narrativa de Louis, sobre como foi vampirizado por Lestat, descrevendo em detalhes, como era seu relacionamento com as trevas, com os humanos, com Lestat e com sua amada, Claudia.
A narrativa sofre muitas voltas, ao passo que o leitor descobre mais da personalidade de cada um dos personagens. Anne Rice é profunda conhecedora de Artes e faz uma viagem pelo mundo das pinturas, arquiteturas e literatura.

Anne Rice descreve tão minuciosamente, tão rico de detalhes, que nos faz crer que ela é mesmo, uma vampira, escrevendo sobre seu próprio povo.