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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

José - Carlos Drummond de Andrade


E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Sob a Sombra do Terror - Jean Sasson


O livro Sob a Sombra do Terror escrito por Jean Sasson são depoimentos da primeira esposa e do quarto filho do terrorista Osama Bin Laden sobre suas vidas antes do atentado às Torres de 11 de setembro de 2011.

Najwa descreve o isolamento que ela e as demais esposas e seus respectivos filhos viviam em função de Bin Laden. Najwa Ghanem deixou a Síria para casar-se com o tímido Osama, seu amigo e primo de primeiro grau. Tudo que ela queria é construir sua família, ter uma casa grande, bonita e bem decorada.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Exposição: Remake Alejadinho, Gritos e Professias


Está acontecendo no Museu de Artes e Ofícios a exposição Remake Aleijadinho, Gritos e Profecias, em comemoração ao ano do Bicentenário de Aleijadinho. A exposição ocorre do dia 12 de agosto a 20 de Setembro.

O artista responsável é Sérgio Bello, brasileiro que vive em Paris. “Comprometido, suas obras refletem suas preocupações sociais e ambientais e nos convidam à descoberta de uma natureza humana em mutação. "

“Neste Remake, Sergio Bello  propõe um renascimento dos Profetas do Aleijadinho, quase um Desenho-Animado de final do Século XX. Porta vozes que se movem aos gritos…, em silêncio. Como se fosse uma História em Quadrinhos no início do III Milênio, mas que retratam um protesto atemporal.”

Exposição : De 12 de agosto a 20 de setembro de 2014

Horários:
Terças e Sextas das 12h às 19h
Quartas e Quintas das 12h às 21h
Sábados e Domingos das 11h às 17h
Feriados das 11h às 17h

Local :
Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte (MAO)
Praça da Estação – Centro. (www.mao.org.br)

Entrada Gratuita


Fonte: http://www.mao.org.br/noticia/exposicao-remake-aleijadinho-gritos-e-profecias-chega-ao-museu-de-artes-e-oficios/

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Desejos - Carlos Drummond de Andrade


Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Up - Altas Aventuras


Up é um filme de animação produzida pelos estúdios Pixar lançada nos Estados Unidos em 29 de Maio de 2009.

Carl, um idoso viúvo, vendedor de balões tem o sonho de viajar para o Paraíso das Cachoeiras, na Venezuela; sonho que alimenta desde sua infância e durante seu casamento com Ellie.

Sr Carl Fredericksen conhece o menino Russel, escoteiro que tem como maior sonho a proteção a natureza e quer ajudar Carl na sua vida de idoso.

Muntz é um explorador que foi considerado fraude pelos cientistas depois de levar um esqueleto de uma ave gigante encontrado no Paraíso das Cachoeiras na Venezuela. Desde então dedica a sua vida em procurar provas da veracidade de seu trabalho encontrando a ave viva.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Carlos Drummond de Andrade - Definitivo


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar. 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Michelângelo

Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni , conhecido como Michelangelo, nasceu em Caprese, em 6 de Março de1475  e morreu em Roma, em 18 de Fevereiro de 1564. Foi um pintorescultorpoeta e arquiteto italiano,

Sua arte se desenvolveu na transição do Renascimento para o Maneirismo.

Michelângelo representou o humanismo e antropocentrismo do Renascimento em obras Sacras. O nu volta a ser utilizado refletindo o naturalismo como forma de valorizar o homem como a medida de todas as coisas. 

Relação das principais obras de Michelangelo:
- Afrescos do teto da Capela Sistina
- A criação de Adão
- Julgamento Final
- Martírio de São Pedro
- Conversão de São Paulo
- Cúpula da Basílica de São Pedro
- Esculturas: Davi, Leda, Moisés e Pietá
- Retratos da família Médici
- Livro de poesias: Coletânea de Rimas

- A Madona dos degraus (relevo)

Baco

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Poema das Sete Faces - Carlos Drummond de Andrade


Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do -bigode,

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
 

 De Alguma poesia (1930)

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Vinícius de Morais - A Arca de Noé



Sete em cores, de repente
O arco-íris se desata
Na água límpida e contente
Do ribeirinho da mata.

O sol, ao véu transparente
Da chuva de ouro e de prata
Resplandece resplendente
No céu, no chão, na cascata.

E abre-se a porta da Arca
De par em par: surgem francas
A alegria e as barbas brancas
Do prudente patriarca

Noé, o inventor da uva
E que, por justo e temente
Jeová, clementemente
Salvou da praga da chuva.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Leonardo Da Vinci

Provável autorretrato de Leonardo da Vinci, cerca de 1512 a 1515. 

Leonardo di Ser Piero Da Vinci, uma das figuras mais importantes do Renascimento, nasceu em 1452 na Itália e morreu em 1519 na França.

Não é possível definir Da Vinci somente como artista, pois sua contribuição para a humanidade foi muito além das artes. Leonardo Da Vinci foi anatomista, engenheiro, matemático músico, naturalista, arquiteto, inventor e escultor. 

 Leonardo da Vinci,estátua naGalleria degli Uffizi

Começou a pesquisar anatomia em 1472. Criou vários desenhos esquematizando o corpo humano. Seus desenhos possuíam precisão científica e imaginação demonstrando os interesses do autor.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Paul Verlaine – Arte Poética


O francês Verlaine (1884-1896) nasceu em Metz e estudou em Paris. Sua biografia é considerada “atribulada e escandalosa”.

Arte Poética ou no original “Art poétique” de Verlaine escrito em 1874 e publicado pela primeira vez em novembro de 1882 marcou o início do Simbolismo.

Vem para superar o parnasianismo com características que já dava a direção do simbolismo como o pessimismo decadentista.


ARTE POÉTICA

Antes de qualquer coisa, música
e, para isso, prefere o impar
mais vago e mais solúvel no ar,
sem nada que pese ou que pouse.

É preciso também que não vás nunca
escolher tuas palavras sem ambiguidade:
nada mais caro que a canção cinzenta
onde o Indeciso se junta ao Preciso.

São belos os olhos dos véus,
é o grande dia trêmulo de meio-dia,
é através do céu morno de outono,
o azul desordenado das claras estrelas!

Porque nós ainda queremos o Matiz,
nada de Cor, nada a não ser o Matiz!
Oh! o matiz único que liga
o sonho ao sonho e a flauta a trompa.

Foge para longe da Piada assassina,
do espírito cruel e do Riso impuro
que fazem chorar os olhos do Azul
e todo esse alho de baixa cozinha!

Toma a eloquência e torce-lhe o pescoço!
Tu farás bem, já que começaste,
em tornar a rima um pouco razoável.
Se não a vigiarmos, até onde ela irá?

Oh! quem dirá os malefícios da Rima?
Que criança surda ou que negro louco
nos forjou está joia barata
que soa oca e falsa sob a lima?

Ainda e sempre, música!
Que teu verso seja a coisa volátil
que se sente fugir de uma alma em voo
para outros céus e para outras paixões.

Que teu verso seja bom acontecimento
esparso no vento crispado da manhã
que vai florindo a hortelã e o timo....
E tudo o mais é só literatura.

sábado, 23 de agosto de 2014

Exposição Barroco Itália Brasil – Prata e Ouro



Está acontecendo no Circuito Cultural Praça da Liberdade na Casa Fiat de Cultura a Exposição Barroco Itália Brasil – Prata e Ouro.

São 40 esculturas, 20 de prata que vieram de museus e coleções da Itália, representando a característica da arte barroca na Itália do século XVII. “E mais 20 obras policromadas de grandes artistas do Barroco mineiro e brasileiro que traduzem a riqueza histórica e artística do período colonial.”



A exposição acontece de 10/06/2014 a 07/09/2014

Visitação: 3ª a 6ª das 10h às 21h | sábados, domingos e feriados das 10h às 18h.

Entrada Franca.

Para mais informações acessem: Casa Fiat.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Beatles - Please, please me



Os Beatles nasceram em  Liverpool em 1960 colecionando milhares de fãs pelo mundo todo.

Formado por John Lennon (guitarra , vocal e teclado), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (violão e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal).

Tocavam de Rock and Roll, Folk Rock ao Rock Psicodélico. A banda foi uma das maiores influências das revoluções da década de 1960.

Please, please-me, primeiro álbum gravado, foi lançado em 1963 e se tornou um grande sucesso.

Esse álbum é considerado, por algumas pessoas, revolução no rock da época. É a apresentação da banda para o mundo.

É o surgimento da geração apaixonada pelos Beatles: O beatlemaníaco.


Em março do ano passado o álbum completou 50 anos e seu aniversário foi comemorado por muitos fãs e pessoas que apreciam o bom e velho Rock and Roll.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Filme: Django Livre



Django Livre (2012), filme de Tarantino, conta a história de Django (Jamie Foxx) um escravo liberto. Sua triste história com antigos proprietários assassinos o faz conhecer Dr. King Schultz (Christoph Waltz), caçador de recompensas alemão que está a procura dos irmãos assassinos Brittle. Django tem a missão de ajudá-lo. Schultz compra Django e promete libertá-lo logo após terem encontrado os assassinos.

Django consegue sua liberdade mas prefere ficar ao lado de Schultz que tornou-se seu companheiro de “caçadas”. Django ao lado de Schultz começa a procura de sua amada Broomhilda (Kerry Washington), que ele não via há muitos anos, desde ela fora comprada por antigos proprietários.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Vinícius de Morais



Vinícius nasceu em 19 de outubro de 1913 no Rio de Janeiro no bairro do Jardim Botânico. Seu nome completo era Marcus Vinitius da Cruz de Melo Moraes, sua mãe Lydia Cruz de Moraes e seu pai Clodoaldo Pereira da Silva Moraes. 

Em 1922 Vinícius escreve seus primeiros versos. 1922 é marcado pela Semana de Arte Moderna em São Paulo, do Centenário da Independência comemorado no Rio de Janeiro e do levante dos 18 do Forte de Copacabana. 

Escreve as primeiras canções com Paulo, Haroldo e Oswaldo Tapajós. “Com Haroldo Tapajós faz “Loura ou Morena” e, com Paulo Tapajós, “Canção da noite” (um "fox-trot brasileiro" e uma "berceuse", segundo a definição do próprio Vinicius).” 

Em 1929 torna-se bacharel em Letras pelo Colégio Santo Inácio. Volta a morar no Jardim Botânico. 

Com 17 anos no ano de 1930 entra na Faculdade de Direito. Vinicius conhece Otávio de Faria e San Thiago Dantas, além de companheiros como Américo Lacombe, Hélio Viana, Plinio Doyle, Chermont de Miranda e Antonio Galloti. 

Publica em 1932 na revista A Ordem pela primeira vez um poema de sua autoria. 

Seu primeiro O caminho para a distância (1933) foi publicado pela Schmidt Editora. Em 1935 publica pela editora Irmãos Pongetti seu segundo livro, Forma e Exegese. Conquista o prêmio Filipe d’Oliveira. “O livro recebe, na época, comentários positivos de Manuel Bandeira.”

Em 1936 conhece Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, dos quais se torna amigo. 

Ganha bolsa para estudar a língua Inglesa em Oxford em 1938. Trabalha na BBC. 

“No ano de 1946, assume seu primeiro posto diplomático: vice-consul do Brasil em Los Angeles, Califórnia (USA). Ali permanece por quase cinco anos, sem retornar ao seu país. Publica, em edição de luxo, com ilustrações de Carlos Leão, seu livro, Poemas, sonetos e baladas”. 

Em 1954, Sai da primeira edição de sua Antologia Poética. A revista "Anhembi" publica Orfeu da Conceição

O Operário em Construção foi publicado em 1956. O Livro de Sonetos foi publicado em 1957. 

Em 1970 inicia sua parceria produtiva com Toquinho.

No dia 9 de julho de 1980 morre de edema pulmonar. 

É claro que muitas outras obras de Vinícius foram publicadas, inclusive postumamente, mas essa breve biografia demonstra a importância de Vinícius na Arte brasileira, tanto na literatura quanto no mundo da música.


Pátria Minha
A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.
Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.
Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos…
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias pátria minha
Tão pobrinha!
Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação e o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!
Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.
Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu…
Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda…
Não tardo!
Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.
Pátria minha… A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.
Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamem
Que um dia traduzi num exame escrito:
“Liberta que serás também”
E repito!
Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão…
Que vontade de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.
Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.
Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
“Pátria minha, saudades de quem te ama…
Vinicius de Moraes.”
 


Fonte: 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Renascimento - Sandro Botticelli (1445-1510)

Alessandro di Mariano di Vanni Filipepi, ou Sandro Botticelli nasceu em Florença na Itália em 1445 falecendo na mesma cidade em 1510. Um dos principais pintores renascentista desenvolveu os trabalhos com a retomada do conceito Clássico Humanista.

A temática das obras de Botticelli é relacionada a temas religiosos e mitológicos. Seus quadros são marcados pela retomada das artes grega e romana, movimentos suaves e cores vivas.


“Os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade que lhe proporcionavam de expressar seu ideal de beleza. Para ele, a beleza estava associada ao ideal cristão. Por isso, as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina, e, ao mesmo tempo, melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus.”


Madona com Menino e um anjo. c. 1465-1467. Têmpera sobre madeira. 87 x 60 cm. Spedale degli Innocenti - Florença

O regresso de Judite a Betúlia. c. 1469-1470. Têmpera sobre madeira. 31 x 24 cm. Galleria degli Uffizi - Florença

Descoberta do corpo de Holofernes. c. 1469-1470. Têmpera sobre madeira. 31 x 25 cm. Galleria degli Uffizi – Florença

Fortaleza. c. 1469-1470. Têmpera sobre madeira. 167 x 87 cm. Galleria degli Uffizi - Florença

Primavera. c. 1482. Têmpera sobre madeira de choupo. 203 x 314 cm. Galleria degli Uffizi – Florença

Minerva e o Centauro. c. 1482. Têmpera e óleo sobre tela. 207 x 148 cm. Galleria degli Uffizi - Florença

O nascimento de Vênus. c. 1485. Têmpera sobre tela. 172,5 x 278,5 cm. Galleria degli Uffizi - Florença

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis


“Ao Verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas Memórias Póstumas

 Assim se inicia Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis que conta a história de Brás Cubas descrita por ele mesmo depois de morto. A obra de Machado de Assis é um marco inaugural do Realismo no Brasil e apresenta uma riqueza de detalhes nas descrições dos personagens, das suas emoções e do seu psicológico.

O livro é narrado em primeira pessoa. O narrador se intitula defunto-autor porque conta a sua história após a sua morte e não antes dela. Brás Cubas expõe suas opniões sobre as hipocrisias da sociedade.

Além de apresentar as características básicas do Realismo como críticas à sociedade, descrição detalhada das cenas e dos personagens, Machado chama a atenção do leitor com diálogos entre autor e o leitor que muitas vezes tem um tom de provocação. Durante todo o livro são feitas citações e referências às obras Clássicas.

A história começa com Brás Cubas descrevendo seu velório. Poucas pessoas foram ao seu enterro e chuvia muito.

Brás Cubas morreu aos 64 anos vítima de pneumonia. Enquanto estava com a “ideia fixa” de criar um remédio milagroso que, segundo o autor curaria a melancolia da sociedade e que ele iria ser lembrado eternamente. Morreu solteiro e rico pensando ser afortunado por nunca ter precisado trabalhar para ser sustentar.

Voltando no tempo, Brás Cubas descreve seu nascimento e sua infância, passando pela sua estadia em Lisboa e suas viagens pela Europa. Na sua juventude teve amores: Marcela, que amava presentes caros; Eugênia, que era bonita, mas coxa e Virgília que fora seu maior amor e era casada.

Quando a mãe de Brás Cubas morreu, seu pai quis que ele se casasse e se tornasse deputado. Brás Cubas conheceu Virgília. Mas Virgília escolheeu se casar com Lobo Neves o que irritou profundamente o pai de Brás Cubas que morreu logo após o episódio.

Após muitos anos Virgília e Brás Cubas se reencontram e percebem que ainda estão apaixonados e se tornam amantes. Lobo Neves nunca desconfiou da traição do casal. Virgília foi a única mulher que acompanhou sua morte e seu velório.


 A crítica da sociedade deste livro é feita de dentro da própria burguesia e ao mesmo tempo de uma pessoa que já não faz parte da sociedade, pois está morta. Morto Brás Cubas agora vê as coisas por outro ângulo e consegue ver as hipocrisias da sociedade e fazer críticas sinceras, pois na sua condição de morto não há porque esconder as situações.


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Exposição Civilização Romana


Está acontecendo no Dimond Mall a Exposição Civilização Romana. A exposição acontece no período de 16/07/2014 a 17/08/2014 no pisos L1, L2, L3.

São 41 réplicas de objetos, vestimentas e utensílios criados e utilizados na Roma Antiga. A reconstrução das peças é feita artesão italiano Florentino Gabriele Niccolai.

É uma ótima oportunidade para quem quer conhecer e entender sobre rotinas e tecnologias do mundo romano que influenciou nosso cotidiano.

A entrada é gratuita. 



Grande abraço!


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Legião Urbana - Legião Urbana (1985)



A Banda Legião Urbana composta por Renato Russo, Marcelo Bonfá, Dado Villa-Lobos e Renato Rocha surgiu em Brasília e teve duração dos anos 1982 a 1996. Foram 13 álbuns lançados.

O disco Legião Urbana de 1985 tem como Hits Será, Geração Coca-Cola e Ainda é Cedo. A Revista Bizz, leitura obrigatória para os amantes da música daquela época, elegia a Legião como a melhor banda e Renato, o melhor cantor daquele ano.

Legião Urbana foi lançado em dois de novembro de 1984. Esse disco foi inspirado no pós-punk inglês com lembranças da antiga banda O Aborto Elétrico. O disco foi lançado pela EMI, mesma gravadora dos Beatles.

O álbum é composto por:

1 – Será
(Renato Russo/Dado Villa-Lobos/Marcelo Bonfá)
2 – A Dança
(Renato Russo/Dado Villa-Lobos/Marcelo Bonfá)
3 – Petróleo do Futuro
(Renato Russo/Dado Villa-Lobos)
4 – Ainda é Cedo
(Renato Russo/Dado Villa-Lobos/Marcelo Bonfá/Ico-Ouro Preto)
5 – Perdidos no Espaço
(Renato Russo/Dado Villa-Lobos/Marcelo Bonfá)
6 – Geração Coca-Cola
(Renato Russo)
7 – O Reggae
(Renato Russo/Marcelo Bonfá)
8 – Baader-Meinhof Blues
(Renato Russo/Dado Villa-Lobos/Marcelo Bonfá)
9 – Soldados
(Renato Russo/Marcelo Bonfá)
10 – Teorema
(Renato Russo/Dado Villa-Lobos/Marcelo Bonfá)
11 – Por Enquanto
(Renato Russo)

Tento escolher a melhor música do álbum, mas é praticamente impossível. A Legião, em função da herança punk, trouxe músicas questionadoras e pesadas para época. Foi um momento muito fértil para o rock brasileiro. Com o final do Regime Militar, jovens tinham muito o que questionar e criticar a sociedade e suas políticas.

O álbum Legião Urbana trouxe a voz dos jovens sobre suas esperanças com o futuro, as amarguras e revoltas do presente. De Será a Por Enquanto o Legião Urbana representa bem o clima de espera no futuro e ao mesmo tempo de revolta que os jovens sentiam.

Como a banda Legião Urbana foi a primeira banda de punk de Brasília se tornou representante dos jovens que só queria lutar por suas causas e problemas de sua juventude. As músicas ainda hoje, quase trinta anos depois, falam dos jovens e para os jovens. Ainda representa as ansiedades e busca deles. As músicas de Legião Urbana ainda são hinos da juventude brasileira.

Baixe aqui: