segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Vidas Secas - Graciliano Ramos

Vidas Secas é o quarto livro do escritor Brasileiro, Graciliano Ramos, escrito em 1938.
Graciliano Ramos de Oliveira (Quebrangulo, Alagoas  27 de outubro de 1892 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1953) foi um romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro do século XX.
Deixemos que o próprio Graciliano Ramos fale sobre o que ele pensava de si aos 56 anos.

sábado, 16 de agosto de 2014

Centenário - Carolina Maria de Jesus


Carolina Maria de Jesus  (14/3/1914 - 13/2/1977) é Mineira, nascida na cidade de Sacramento, mudou-se para a favela Paulista do Canindé (onde hoje é o Estágio da Portuguesa de Desportos), em 1947 quando surgiram as primeiras favelas em São Paulo.

Semialfabetizada, negra, mãe solteira e tendo cursado apenas o que hoje chamamos os primeiros anos do primeiro Ciclo, Carolina catava papel e lavava roupas para sustentar seus filhos. Catava livros no lixo e lia nos poucos momentos que encontrava. Foi quando em 1955, começou a escrever diários sobre sua vida na favela.

Carolina foi encontrada pelo repórter Audálio Dantas que cobria uma reportagem naquela favela e esse ano comemoramos seu centenário. Ainda está em tempo de mergulhar no mundo da autora que retratou com propriedade o mundo das comunidades e aglomerados, da fome em nosso pais.

Os livros de Carolina são ricos, com linguagem poética (ainda que com eventuais erros gramaticais, que, até o leitor mais conservador deve deixar-se abstrair apenas pelas máximas, pelos provérbios de Carolina).


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Vinícius de Morais



Vinícius nasceu em 19 de outubro de 1913 no Rio de Janeiro no bairro do Jardim Botânico. Seu nome completo era Marcus Vinitius da Cruz de Melo Moraes, sua mãe Lydia Cruz de Moraes e seu pai Clodoaldo Pereira da Silva Moraes. 

Em 1922 Vinícius escreve seus primeiros versos. 1922 é marcado pela Semana de Arte Moderna em São Paulo, do Centenário da Independência comemorado no Rio de Janeiro e do levante dos 18 do Forte de Copacabana. 

Escreve as primeiras canções com Paulo, Haroldo e Oswaldo Tapajós. “Com Haroldo Tapajós faz “Loura ou Morena” e, com Paulo Tapajós, “Canção da noite” (um "fox-trot brasileiro" e uma "berceuse", segundo a definição do próprio Vinicius).” 

Em 1929 torna-se bacharel em Letras pelo Colégio Santo Inácio. Volta a morar no Jardim Botânico. 

Com 17 anos no ano de 1930 entra na Faculdade de Direito. Vinicius conhece Otávio de Faria e San Thiago Dantas, além de companheiros como Américo Lacombe, Hélio Viana, Plinio Doyle, Chermont de Miranda e Antonio Galloti. 

Publica em 1932 na revista A Ordem pela primeira vez um poema de sua autoria. 

Seu primeiro O caminho para a distância (1933) foi publicado pela Schmidt Editora. Em 1935 publica pela editora Irmãos Pongetti seu segundo livro, Forma e Exegese. Conquista o prêmio Filipe d’Oliveira. “O livro recebe, na época, comentários positivos de Manuel Bandeira.”

Em 1936 conhece Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, dos quais se torna amigo. 

Ganha bolsa para estudar a língua Inglesa em Oxford em 1938. Trabalha na BBC. 

“No ano de 1946, assume seu primeiro posto diplomático: vice-consul do Brasil em Los Angeles, Califórnia (USA). Ali permanece por quase cinco anos, sem retornar ao seu país. Publica, em edição de luxo, com ilustrações de Carlos Leão, seu livro, Poemas, sonetos e baladas”. 

Em 1954, Sai da primeira edição de sua Antologia Poética. A revista "Anhembi" publica Orfeu da Conceição

O Operário em Construção foi publicado em 1956. O Livro de Sonetos foi publicado em 1957. 

Em 1970 inicia sua parceria produtiva com Toquinho.

No dia 9 de julho de 1980 morre de edema pulmonar. 

É claro que muitas outras obras de Vinícius foram publicadas, inclusive postumamente, mas essa breve biografia demonstra a importância de Vinícius na Arte brasileira, tanto na literatura quanto no mundo da música.


Pátria Minha
A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.
Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.
Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos…
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias pátria minha
Tão pobrinha!
Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação e o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!
Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.
Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu…
Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda…
Não tardo!
Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.
Pátria minha… A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.
Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamem
Que um dia traduzi num exame escrito:
“Liberta que serás também”
E repito!
Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão…
Que vontade de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.
Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.
Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
“Pátria minha, saudades de quem te ama…
Vinicius de Moraes.”
 


Fonte: 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Música de nossos dias - Blackfield


Blackfield é uma banda de Rock Alternativo, fundada pelo Inglês Steven Wilson e o Cantor Aviv Geffen, de Israel. Escolhi o primeiro álbum, que carrega o mesmo nome da banda e foi lançado em 2004. Blackfield I possui uma atmosfera bem melancólica, psicodélica e quase que, romântica. Com ótimas composições, este álbum é um dos melhores do estilo Rock Alternativo.

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Do fundo do Baú - Elvis (Parte I)

 Vamos resgatar uma música do fundo do baú, e para isso, nada menos que o consagrado Rei do Rock n' Roll, Elvis Aaron Presley (8/Jan/1935 - 16/Ago/1977), o cantor que mais vende discos, ainda que em morte. De família humilde, Elvis foi descorberto quando foi gravar uma música de presente para sua mãe, Gladys Presley. Elvis começa a gravar músicas de igreja, e foi um dos maiores propagadores da música Gospel e então, começa em uma mistura de influências, gravar discos de Rock.

Nessa postagem veremos os álbuns e trilhas sonoras dos filmes que Elvis gravou na década de 50.


 1956 - Elvis Presley

Primeiro álbum de lançamento de Elvis! Um álbum bem seco e talvez imaturo de Elvis. Mas que é Clássico raro e tem todo o espírito de ousadia e rebeldia cativos! Dentre as músicas se destacam: Blue Suede Shoes, Tutti Frutti, Tryin' to Get to You.
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1956 - Elvis
Elvis segue a linha do álbum anterior e lança um segundo álbum, ainda em 1956, nesse álbum destacam-se When My Blue Moon Turns To Gold Again  e Long Tall Sally.
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1956 - Love me Tender (SoundTrack)
Trilha sonora do primeiro filme de Elvis, lançado ao final de 1956 e é um dos maiores sucessos de bilheteria de Elvis. Love me Tender é uma música cantada por Elvis e acabou se tornando um dos maiores sucessos do astro do Rock.
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1956 - Love me Tender (Movie)

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1957 - Peace in the Valley
Primeiro álbum Gospel da carreira de Elvis, e o primeiro no ano de 1957. Com composições antigas, um álbum bem diferente do que Elvis vinha fazendo, ideologicamente e musicalmente. Entre as músicas destacam-se (There'll Be) Peace In The Valley (For Me) e Take My Hand, Precious Lord.
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1957 - Loving You (SoundTrack)

Segundo filme do Elvis que conta sua própria história. Sua mãe aparece como figurante em uma cena no Teatro enquanto Elvis canta Got A Lot O' Livin' To Do. Uma belíssima trilha sonora e um ótimo filme. Destaque para (Let Me Be Your) Teddy Bear, Party, Don't Leave Me Now e a já citada Got A Lot O' Livin' To Do.

1957 - Loving You (Movie)











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1957 - Jailhouse Rock (SoundTrack)
Trilha Sonora do terceiro filme estrelado por Elvis e um dos de maior sucesso de sua carreira! A música Jailhouse Rock é considerada uma das mais clássicas músicas de Rock da história e o EP desta trilha sonora é considerado o mais vendido de todos os tempos. Este álbum é repleto de boas estatísticas.
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1957 - Jailhouse Rock (Movie)

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1957 - Elvis' Christmas Album
Contém relançamentos e regravações de clássicos de Natal. O primeiro álbum de Elvis nesse estilo e com uma ambiente mais Gospel.
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1958 - King Creole (SoundTrack)
Trilha Sonora do Filme que aqui no Brasil foi chamado de Balada Sangrenta. Considerado o filme com uma das melhores trilhas sonoras. Elvis amadurece enquanto ator e faz uma ótima atuação.
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1958 - King Creole (Movie)
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Aguardem por mais álbuns de Elvis...

Música Erudita - Kassia

A música Erudita, começou na Idade média com compositores que faziam coros e músicas Sacras, pouco após os Trovadores e sua linguagem poética.

O primeiro compositor foi uma mulher, chamada Kassia (Greek: Κασσιανή Kassiani; 805/810 - Pouco antes de 865) que escrevia cantos Bizantinos e muitos de seus Hinos ainda são frequentemente usados em igrejas Ortodoxas. 

Escolhi o trabalho do Grupo chamado Vocame, que trás alguns dos aproximados cinquenta hinos que Kassia compôs!


Mais informações sobre o grupo: http://www.vocame.de/en/

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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Renascimento - Sandro Botticelli (1445-1510)

Alessandro di Mariano di Vanni Filipepi, ou Sandro Botticelli nasceu em Florença na Itália em 1445 falecendo na mesma cidade em 1510. Um dos principais pintores renascentista desenvolveu os trabalhos com a retomada do conceito Clássico Humanista.

A temática das obras de Botticelli é relacionada a temas religiosos e mitológicos. Seus quadros são marcados pela retomada das artes grega e romana, movimentos suaves e cores vivas.


“Os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade que lhe proporcionavam de expressar seu ideal de beleza. Para ele, a beleza estava associada ao ideal cristão. Por isso, as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina, e, ao mesmo tempo, melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus.”


Madona com Menino e um anjo. c. 1465-1467. Têmpera sobre madeira. 87 x 60 cm. Spedale degli Innocenti - Florença

O regresso de Judite a Betúlia. c. 1469-1470. Têmpera sobre madeira. 31 x 24 cm. Galleria degli Uffizi - Florença

Descoberta do corpo de Holofernes. c. 1469-1470. Têmpera sobre madeira. 31 x 25 cm. Galleria degli Uffizi – Florença

Fortaleza. c. 1469-1470. Têmpera sobre madeira. 167 x 87 cm. Galleria degli Uffizi - Florença

Primavera. c. 1482. Têmpera sobre madeira de choupo. 203 x 314 cm. Galleria degli Uffizi – Florença

Minerva e o Centauro. c. 1482. Têmpera e óleo sobre tela. 207 x 148 cm. Galleria degli Uffizi - Florença

O nascimento de Vênus. c. 1485. Têmpera sobre tela. 172,5 x 278,5 cm. Galleria degli Uffizi - Florença